quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os Ombros Suportam o Mundo



Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. 
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco. 
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos. 
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Fonte: Carlos Drummond de Andrade

domingo, 12 de junho de 2011

Dia Dos Namorados!!!



Sentimento mais perfeito
  Amor é o sentimento mais perfeito,
Que envolve o ser humano na sua totalidade:
Espírito, alma e corpo.
 O amor vem de Deus, “porque Deus é Amor”.
Deus quer abençoá-los com amor.
 Feliz Dia dos Namorados!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fragmento da Vida




Nada se encontra sem significado neste mundo.O mundo é cósmico,mas não é um caos.Podes não ser capaz de o entender-o que é diferente-uma vez que só conheces os seus fragmentos,não conheces a totalidade.


A tua experiência da vida é como se só dispusesses de uma página escrita de um romance:podes lê-la,mas não faz sentido,pois não é mais do que um pequeno fragmento,não conheces a história toda. 

Uma vez que tomes o conhecimento completo da história,então esta página será compreensível,então esta página tornar-se-á coerente,com significado. 


Fonte:" Osho"

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Olá amigos!!!


 Nada é feito sem finalidade, sem valor.


Tudo tem significado.
O seu esforço para viver e trabalhar, suas
dificuldades, têm um alto significado.
Nada é feito sem finalidade, sem valor.
Cada pensamento, cada palavra, cada ato,
representa algo para o seu destino final.
E a cada passo com amor você cresce,
aperfeiçoa-se, sublima-se.
Por isso, a luta redime.
Você supera resistências.
O destino final de todos é a infinita felicidade
e a perfeita comunhão com Deus.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O QUE É CORRETO? O QUE É JUSTO?


Na obra de Richard Rorty A Filosofia como Política Cultural (já traduzida, 2009), há um capítulo com reflexões sobre o conceito de justiça. Rorty acha que justiça é a lealdade alargada, e pergunta: a quem ser leal? Em geral somos leais aos mais próximos, ao que atinge nossa família, nossos amigos, vizinhos; a lealdade decresce com o alargamento desse círculo, se um massacre acontece em um país africano, ou no Afeganistão, não nos atinge de perto. 
Mas a justiça não é para todos? 
Quando se perde postos de trabalho na indústria automobilística norte-americana, ganham os países periféricos cuja mão de obra é mais barata? A liberdade política deve prevalecer, ou a justiça econômica igualitária? Se houver uma catástrofe e os alimentos escasseiam, o que se conseguir vai para os mais próximos (lealdade) ou devem ser distribuídos (justiça)?

Esses casos servem para Rorty refletir sobre se a justiça e a lealdade, afinal, não viriam juntas, e ampliar
 a lealdade seria, então, prover a sociedade com uma justiça mais efetiva. Ele não segue a tradição kantiana de conflito entre razão e sentimento, em que prevalece a primeira que é universal e obrigatória, igual para todos. Rorty acha que a moralidade nasce da lealdade ao grupo, e que dilemas morais não resultam de conflito entre razão e sentimento, mas de construções de si alternativas, descrições de si, diferentes modos de dar sentido à vida em diferentes grupos sociais. Não há um centro permanente do eu ou da história, mas pluralidade
 de modos de dar conta de problemas e dilemas. Isso é mais leve e fácil quando se trata dos que nos são próximos, e mais difícil e pesado quando os grupos são maiores, outras culturas e povos. 
Aos poucos, costumes cederam lugar ao julgamento por leis, questões de justiça deveriam ser resolvidas, pensa Rorty, não por regras transcendentais e universais, mas pelas circunstâncias envolvidas em cada caso.
 A obrigação moral não
 é indiscutível e nem há uma resolução que sirva para todos os casos, compulsória. Justiça requer razoabilidade. Atender aos interesses de todos, resumidos nos direitos fundamentais que vigoram em sociedades modernas ocidentais, essa base histórica pode servir de parâmetro? Isso é justo?
Tratar casos similares de modo similar esbarra em crenças e culturas que tratam semelhantes de modo desigual (mulheres, negros, homossexuais, os “infiéis” nas culturas islâmicas, por exemplo). O consenso que ultrapassa fronteiras é próprio da cultura liberal ocidental dos últimos duzentos anos. 
 Na França proibiu-se a vestimenta muçulmana para mulheres, sem consenso até mesmo na Europa. É perigoso considerar que uma cultura é superior a outra (colonialismo, nazismo, etc.), mesmo porque não se trata de casos nos quais há uma verdade a ser aceita, não há um consenso acima da história para julgar quais são os procedimentos corretos.
Para Rawls, e Rorty concorda com ele, os princípios brotam de práticas que comunidades criaram e sobre as quais há acordo. É sempre preferível buscar o acordo e o consenso, pois eles podem evitar a ameaça e imposição pela força. Deve ser possível justificar demandas de acordo com princípios razoavelmente aceitos por uma comunidade, com os quais outras comunidades podem concordar. 
E Rorty vai além, é possível construir novas identidades morais, alargar a lealdade com um grupo formado por grupos menores. Lealdade e justiça se combinam argumentos racionais e o compartilhamento de valores e ideais dos outros, próximos ou distantes, isso pode levar a concluir que o outro tem suas razões e almeja objetivos parecidos, que ele é confiável. Razão e sentimento são complementares e não dicotômicos. Supor que os outros são razoáveis, significa que podemos compartilhar também de seus desejos e crenças. Se não há meios de entender ou compartilhar tais desejos e crenças, então é provável que a força e a violência entrem em cena. 
Mas exigir que o outro seja razoável em questões em que nós somos razoáveis, é apelar excessivamente para um critério em que a autoridade é a Razão, leia-se razão ocidental. Tolerância, respeito aos direitos da mulher, dos homossexuais, seria tanto mais valioso quanto ficasse claro que são da cultura ocidental moderna. Ótimo se outras culturas forem abertas, mas melhor ainda é ser etnocêntrico, isto é, levar em conta a diversidade cultural e adotar práticas liberais, as únicas que melhoram as relações entre povos e culturas. 
Rorty abomina a noção de normas morais obrigatórias.
Um exemplo: é possível e razoável tolerar mulheres quase nuas e/ou inteiramente cobertas? Em uma mesma cultura, em diferentes culturas?

Fonte: Inês Lacerda Araújo
 

terça-feira, 7 de junho de 2011

FILOSOFIA DE VIDA.



A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos. 
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente ta muito mais preocupada com o que a outra acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que nele havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.
Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. “Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.”

Padre Fábio de Melo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SIMPLICIDADADE DA VIDA!!!



Quando pensamos que nada mais é importante o suficiente para nos encantar...
Quando buscamos nas coisas espetaculares, estupendas, mirabolantes, um sentido para a vida...
Descobrimos nas coisas simples, um toque de magia, o qual tem o poder de transfomar trevas em luz, tempestade em bonaça, deserto em oásis, inferno em paraíso.
Quando tudo parece ter chegado ao fim, pode simplesmente ser o início de uma vida nova.
De fato é o fim...É o fim das trevas... Da tempestade...Do deserto...Do inferno... É o fim de tudo
isso, que por si  culmina no portal de entrada para luz...Para a bonança...Para o oásis....Para o paraíso.
Não despreze a simplicidade, ela é a chave para uma vida feliz.


Autor: Tony Fraga


EMPATIA!!!

😉